Bancas de Defesa

Relação de Defesas que serão realizadas no PPGFONO

Março de 2026

Introdução: Comunicar-se bem em público é desafiador para grande parte da população e um poderoso estressor psicossocial, principalmente no meio universitário. Apresentações orais podem provocar altos níveis de ansiedade causando sintomas somáticos, cognitivos e comportamentais, além de afetar o desempenho acadêmico. A ansiedade tem sido associada à disfunção da interocepção – a capacidade de perceber com precisão os sinais internos do corpo. Graduandos do curso de Direito podem sentir mais intensamente a pressão de falar bem em público, por isso investigar a relação entre a comunicação oral, a ansiedade e a interocepção, nesta população, é de suma importância. Compreender os mecanismos que compõem a interocepção e como ela afeta o processo de comunicação pode auxiliar em intervenções fonoaudiológicas em comunicação. Objetivo: analisar a relação entre a autoavaliação da fala em público, a ansiedade-traço e o nível de consciência interoceptiva de estudantes universitários do curso de Direito. Metodologia: Estudo transversal correlacional de abordagem quantitativa. Os participantes, selecionados por conveniência, foram compostos por estudantes do curso de Direito no âmbito nacional. Critérios de exclusão: nunca ter se apresentado em público durante a graduação; estar fazendo uso de medicamento para tratamento de distúrbio psiquiátrico, patologia neurológica ou cognitiva. Os estudantes preencheram quatro questionários: 1) Questionário de perfil sociodemográfico e de comunicação; 2) Escala para Autoavaliação ao Falar em Público (SSPS), adaptada para o português brasileiro; 3) Inventário de Ansiedade Traço- Estado (IDATE), parte II, versão em português brasileiro; 4) Avaliação Multidimensional da Consciência Interoceptiva, versão em português (MAIA – BR). Os dados foram exportados para planilha Excel, analisados por meio de estatística descritiva e inferencial e correlacionados por coeficiente de Pearson. Resultados: Participaram do estudo 58 estudantes de Direito (média de idade = 25 anos; 75,9% mulheres). Observou-se autoavaliação global positiva da fala em público e níveis moderados de ansiedade-traço. Verificou-se correlação negativa forte entre os escores do SSPS e do IDATE-T (p < 0,001). Além disso, maiores níveis de consciência interoceptiva, especialmente nos domínios regulação atencional, autorregulação e confiança corporal, associaram-se a melhor autoavaliação da fala e a menores níveis de ansiedade (correlações moderadas; p < 0,01). Conclusão: Os achados desta pesquisa evidenciaram a inter-relação entre aspectos cognitivos, emocionais e corporais na experiência de fala em público, oferecendo subsídios para práticas fonoaudiológicas que considerem a integração desses componentes. Palavras-chave: falar em público; ansiedade; interocepção; fonoaudiologia.

 

RESUMO:

Introdução: A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é uma importante doença relacionada ao trabalho no Brasil, que integra a Lista Nacional de Notificação Compulsória no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Apesar da obrigatoriedade da adoção de medidas de proteção contra o ruído ocupacional, pouco se conhece sobre a efetiva adoção dessas condutas no país. Objetivo: Analisar a prevalência da adoção de condutas protetivas entre trabalhadores notificados para PAIR no Brasil, no período de 2007 a 2022. Metodologia: Trata-se de estudo transversal, realizado a partir de dados do SINAN, disponibilizados pelo Centro Colaborador da Vigilância aos Agravos à Saúde do Trabalhador do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (acesso em 14 de fevereiro de 2024). Foram incluídas notificações com preenchimento válido para as cinco condutas protetivas previstas na ficha de PAIR. Considerou-se “adoção de conduta” quando houve resposta “sim” para pelo menos uma das condutas listadas; e “não adoção” quando todas receberam resposta “não”. As variáveis independentes incluíram características sociodemográficas e ocupacionais. Empregaram-se o teste Qui-quadrado de Pearson, resíduos padronizados ajustados e medidas de associação (Cramér’s V e coeficiente de Phi), com nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: Foram analisadas 7.050 notificações de PAIR. Observou-se predomínio de trabalhadores do sexo masculino (87,9%), na faixa etária de 50 a 59 anos (32,3%) e de raça/cor branca (46,2%). A região Sudeste concentrou 46,4% das notificações, enquanto a região Norte apresentou apenas 0,5%. O período com maior número de registros (40,4%) foi de 2015 a 2018, com pico em 2016. A prevalência geral de adoção de condutas foi de 62,2%. Entre as condutas, a proteção individual foi a mais frequente (53,0%), seguida da proteção coletiva (11,7%); o afastamento do agente de risco com mudança de função apresentou a menor frequência (5,7%). A adoção foi maior entre homens (63,9%) do que entre mulheres (50,1%) e apresentou redução nas faixas etárias mais elevadas. Trabalhadores pardos (72,0%) e pretos (64,1%) apresentaram maior adoção do que brancos (59,6%). Regionalmente, a maior prevalência ocorreu no Sul (72,5%) e a menor no Norte (56,2%). Entre 2019 e 2022, verificou-se a maior taxa de adoção (79,7%). A situação no mercado de trabalho apresentou a associação mais forte (Cramér’s V=0,364): empregados com carteira assinada (71,9%) e servidores públicos (74,9%) apresentaram maior prevalência, enquanto aposentados (20,2%) e empregados não registrados (39,7%) tiveram as menores. Observou-se associação mais forte entre adoção de condutas e situação no mercado de trabalho (Cramér’s V=0,364), especialmente quando houve emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho e entre trabalhadores não terceirizados. Conclusão: Houve maior prevalência da adoção de conduta protetiva para o sexo masculino, raça/cor da pele parda, para a região Sul do Brasil, entre 2019 e 2022 e com vínculo empregatício formal. Houve diminuição da prevalência de adoção de conduta protetiva com o aumento da faixa etária. Os achados evidenciam desigualdades na garantia de ações preventivas e apontam para a necessidade de fortalecimento da vigilância e das estratégias de saúde do trabalhador no país.

Descritores: Saúde Ocupacional, Perda Auditiva Provocada por Ruído, Sistemas de Informação em Saúde, Notificação de Doenças.

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