Professora da UFSC apresenta pesquisa sobre Apraxia da Fala na Infância em congresso internacional e destaca protagonismo da pós-graduação brasileira
A docente do Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia da UFSC, Prof. Dra. Aline Mara de Oliveira, foi destaque no principal congresso internacional sobre Apraxia da Fala na Infância, realizado nos Estados Unidos. Ela apresentou os avanços da adaptação brasileira do protocolo Rapid Syllable Transition Treatment (ReST), reforçando a relevância da produção científica nacional no campo dos distúrbios motores da fala.
O reconhecimento internacional incluiu uma entrevista exclusiva com a Dra. Tricia McCabe, da Universidade de Sydney e criadora do ReST, que elogiou a adaptação feita por Dra. Aline, destacando sua qualidade científica e sensibilidade cultural.
A participação da professora reafirma o papel da pós-graduação brasileira na geração de conhecimento inovador, internacionalizado e com impacto clínico. Sua pesquisa tem gerado dissertações, artigos e colaborações internacionais, consolidando o protagonismo do Brasil em uma área estratégica da Fonoaudiologia.
“A internacionalização da pesquisa é essencial para garantir práticas clínicas baseadas em evidências e ampliar o alcance do conhecimento produzido nos nossos programas de pós-graduação”, destacou Dra. Aline

Reconhecida por sua atuação na pesquisa clínica e translacional, Dra. Aline concedeu uma entrevista à Dra. Tricia McCabe, da Universidade de Sydney e criadora do ReST, que elogiou a robustez metodológica e a adequação cultural da adaptação brasileira.
Atualmente, a professora realiza estágio pós-doutoral na University of Strathclyde, na Escócia, onde desenvolve o projeto UltraX 2020 para o português brasileiro, voltado ao uso de ultrassonografia na avaliação e tratamento dos transtornos motores da fala. Sua atuação internacional fortalece a presença da pós-graduação brasileira em redes globais de pesquisa e demonstra o potencial dos programas nacionais na formação de pesquisadores de excelência.
“Levar nossas pesquisas para o cenário internacional reforça o compromisso da pós-graduação com a ciência de impacto e a inclusão clínica”, afirmou Dra. Aline.
Introdução: 


Oficina Projeto Saúde Auditiva Editatona Wikipédia e Wikidata
Introdução: O reflexo acústico estapediano é desencadeado pela contração do músculo estapédio na apresentação de um estímulo acústico intenso, realizando a proteção da orelha interna. A presença deste reflexo é encontrada em indivíduos com limiares auditivos dentro dos padrões de normalidade e integridade da orelha média. O processamento auditivo central (PAC) é responsável pela discriminação, localização, reconhecimento e compreensão do estímulo sonoro. Desta forma, indivíduos com Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC) apresentam dificuldade em manipular as informações que chegam pela via auditiva, e consequentemente apresentam dificuldades na leitura, escrita e linguagem. O reflexo acústico estapediano e o PAC são mecanismos regulados por estruturas do Tronco Encefálico, principalmente pelo Complexo Olivar Superior. Portanto, acredita-se que alterações neste reflexo podem predizer alterações no PAC. Objetivo: Revisar sistematicamente a literatura para avaliar se há associação entre a ausência ou alteração do reflexo acústico e a ocorrência do TPAC em crianças e adolescentes. Metodologia: Esta revisão sistemática foi registrada noInternational Prospective Register of Systematic Review (PROSPERO CRD42023440214) e conduzida conforme as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analysis (PRISMA). Foram incluídos estudos observacionais (transversais e caso-controle) realizados em crianças e adolescentes, que tiveram como objetivo avaliar a associação entre a ausência ou alteração do reflexo acústico e a ocorrência do TPAC. Foram excluídos artigos de revisão, cartas, estudos de caso e resumos para eventos; estudos que incluíram indivíduos adultos e idosos; estudos realizados em indivíduos com PAC e outras doenças associadas; estudos com dados faltantes e que não sejam resgatados por meio do contato com o autor correspondente. A pesquisa foi realizada nas seguintes bases de dados: Pubmed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase, LILACS, LIVIVO, Proquest, Google Scholar e Open Grey, sem restrições de idioma e data de publicação. A pergunta norteadora foi elaborada com base na estratégia PECOS: “Em crianças e adolescentes, há associação entre a ausência ou alteração do reflexo acústico e a ocorrência do TPAC?”. Os dados extraídos dos estudos foram as características: do estudo, da população, da exposição e do desfecho. As fases 1 (leitura de títulos e resumos) e 2 (leitura na íntegra) foram realizadas por três revisores de forma independente e cega, e a etapa de extração dos dados e a avaliação da qualidade metodológica por dois revisores, sendo que quaisquer discordâncias existentes foram resolvidas em uma reunião de consenso com um terceiro revisor. Resultados: Um total de 2333 artigos foram recuperados durante a busca final nas bases de dados e literatura cinzenta, resultando na inclusão de 8 artigos. Em quatro desses estudos, foi observada proporção significativamente maior de participantes com reflexos anormais no grupo com TPAC em comparação com o grupo controle. No entanto, houve heterogeneidade metodológica entre os estudos incluídos e dados insuficientes, o que impossibilitou a realização da síntese quantitativa. Conclusão: A heterogeneidade das amostras, a diversidade nos métodos de avaliação e a presença de comorbidades, como o TDAH, complicam a interpretação dos resultados e a generalização dos achados. Embora o RA tenha potencial para ser um componente importante na avaliação do TPAC, os resultados desta revisão sugerem que ele deve ser considerado dentro de uma bateria mais ampla de testes.






