Convite para defesa de dissertação
Introdução: O reflexo acústico estapediano é desencadeado pela contração do músculo estapédio na apresentação de um estímulo acústico intenso, realizando a proteção da orelha interna. A presença deste reflexo é encontrada em indivíduos com limiares auditivos dentro dos padrões de normalidade e integridade da orelha média. O processamento auditivo central (PAC) é responsável pela discriminação, localização, reconhecimento e compreensão do estímulo sonoro. Desta forma, indivíduos com Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC) apresentam dificuldade em manipular as informações que chegam pela via auditiva, e consequentemente apresentam dificuldades na leitura, escrita e linguagem. O reflexo acústico estapediano e o PAC são mecanismos regulados por estruturas do Tronco Encefálico, principalmente pelo Complexo Olivar Superior. Portanto, acredita-se que alterações neste reflexo podem predizer alterações no PAC. Objetivo: Revisar sistematicamente a literatura para avaliar se há associação entre a ausência ou alteração do reflexo acústico e a ocorrência do TPAC em crianças e adolescentes. Metodologia: Esta revisão sistemática foi registrada noInternational Prospective Register of Systematic Review (PROSPERO CRD42023440214) e conduzida conforme as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analysis (PRISMA). Foram incluídos estudos observacionais (transversais e caso-controle) realizados em crianças e adolescentes, que tiveram como objetivo avaliar a associação entre a ausência ou alteração do reflexo acústico e a ocorrência do TPAC. Foram excluídos artigos de revisão, cartas, estudos de caso e resumos para eventos; estudos que incluíram indivíduos adultos e idosos; estudos realizados em indivíduos com PAC e outras doenças associadas; estudos com dados faltantes e que não sejam resgatados por meio do contato com o autor correspondente. A pesquisa foi realizada nas seguintes bases de dados: Pubmed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase, LILACS, LIVIVO, Proquest, Google Scholar e Open Grey, sem restrições de idioma e data de publicação. A pergunta norteadora foi elaborada com base na estratégia PECOS: “Em crianças e adolescentes, há associação entre a ausência ou alteração do reflexo acústico e a ocorrência do TPAC?”. Os dados extraídos dos estudos foram as características: do estudo, da população, da exposição e do desfecho. As fases 1 (leitura de títulos e resumos) e 2 (leitura na íntegra) foram realizadas por três revisores de forma independente e cega, e a etapa de extração dos dados e a avaliação da qualidade metodológica por dois revisores, sendo que quaisquer discordâncias existentes foram resolvidas em uma reunião de consenso com um terceiro revisor. Resultados: Um total de 2333 artigos foram recuperados durante a busca final nas bases de dados e literatura cinzenta, resultando na inclusão de 8 artigos. Em quatro desses estudos, foi observada proporção significativamente maior de participantes com reflexos anormais no grupo com TPAC em comparação com o grupo controle. No entanto, houve heterogeneidade metodológica entre os estudos incluídos e dados insuficientes, o que impossibilitou a realização da síntese quantitativa. Conclusão: A heterogeneidade das amostras, a diversidade nos métodos de avaliação e a presença de comorbidades, como o TDAH, complicam a interpretação dos resultados e a generalização dos achados. Embora o RA tenha potencial para ser um componente importante na avaliação do TPAC, os resultados desta revisão sugerem que ele deve ser considerado dentro de uma bateria mais ampla de testes.
Palavras-chaves: Reflexo Acústico, Testes Auditivos, Percepção Auditiva, Doenças Auditivas Centrais, Revisão Sistemática.
Introdução: Os achados dos exames eletrofisiológicos em lactentes com Síndrome de Down (SD) são variados, sendo observado desde alterações por comprometimento de orelha média até orelha interna e alterações relacionadas à maturação da via auditiva. Objetivo: sintetizar as evidências sobre os achados eletrofisiológicos no potencial evocado auditivo do tronco encefálico (PEATE) em lactentes com SD.Métodos: Trata-se de um estudo de revisão sistemática, cujo protocolo foi registrado na International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO CRD42023424139) econduzido conforme as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta- Analyses (PRISMA). Foram incluídos estudos observacionais: transversais e coorte que realizaram avaliação do PEATE, em lactentes com SD até dois anos de idade, que tiveram seus resultados comparados com lactentes sem SD, da mesma faixa etária. A busca dos estudos foi feita nas seguintes bases de dados: PubMed, LILACS, Scopus, CINHAL, Web of Science, Scielo, Embase e LIVIVO, e na literatura cinzenta:
O Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está com inscrições abertas para o processo de seleção e admissão no mestrado, para ingresso no primeiro semestre de 2025. As inscrições deverão ser realizadas entre 02 de setembro a 02 de outubro de 2024, até às 18 horas (horário de Brasília/DF) por meio do preenchimento do formulário de inscrição: https://capg.sistemas.ufsc.br/inscricao/. Os documentos necessários para efetivação da inscrição estão descritos no item 3.1 e todos devem ser anexados ao sistema no ato do envio do formulário.
Introdução: a INFVo é uma ferramenta desenvolvida para vozes de substituição, principalmente de falantes alaríngeos. Devido às diferenças inerentes aos métodos de reabilitação da comunicação oral de laringectomizados totais, surge a necessidade de avaliar a performance do instrumento em cada tipo de voz alaríngea. Objetivo: avaliar a concordância entre avaliadoras fonoaudiólogas em uma escala de voz de substituição em falantes laringectomizados totais, reabilitados por prótese traqueoesofágica (PTE), laringe eletrônica (LE) e/ou voz esofágica (VE). Metodologia: estudo transversal, observacional, quantitativo, que analisou os parâmetros de qualidade vocal por meio da escala INFVo. Participaram 38 laringectomizados totais reabilitados com PTE, LE e/ou VE. A análise foi realizada por quatro fonoaudiólogas com experiência em voz de laringectomizados totais. Foram coletadas amostras vocais, dados sociodemográficos e de tratamento. A amostra vocal foi composta por emissão sustentada da vogal /a/ e /Ɛ/, repetição de palavras da lista do teste de Fonologia do ABFW, frases do protocolo CAPE-V, diadococinesia, leitura de texto foneticamente balanceado para o português brasileiro e fala semi-espontânea. Resultados: dos participantes analisados, 17 (44,7%) usavam PTE, 13 (34,2%) utilizavam LE, e 8 (21,1%) VE. A amostra vocal com maior concordância entre as juízas foi o CAPE-V parâmetro de inteligibilidade no grupo LE. No grupo PTE, observou-se concordância moderada para a maioria dos itens avaliados. Para o grupo VE, apenas dois parâmetros foram classificados como bons e estatisticamente significativos. Conclusão: a escala INFVo se mostrou adequada para avaliação de voz alaríngea na população brasileira, com maior concordância entre as juízas, principalmente no grupo de LE e maior divergência no grupo de VE. As frases do CAPE-V, fala espontânea e leitura de texto se mostraram os mais apropriados na avaliação e as vogais obtiveram as menores pontuações.
Introdução: A Organização Mundial de Saúde, afirma que a obesidade é um dos mais graves problemas de saúde que temos para enfrentar. Diante disso, pessoas com obesidade apresentam distúrbios nutricionais, o que gera um maior número de problemas musculoesqueléticos. O hábito alimentar é definido como a repetição frequente de um ato ou costume em relação a alimentação. Objetivo: Descrever as preferências e hábitos alimentares e relacioná-los com a antropometria facial e as características clínicas da mastigação de indivíduos que apresentam obesidade. Metodologia: Estudo do tipo caso controle, constituído por voluntários que apresentem obesidade. Os critérios de inclusão, adultos com faixa etária entre 18 e 50 anos com dentição completa, com obesidade, apresentando IMC superior a 30 e sem queixas fonoaudiológicas relacionadas à alimentação (mastigação e deglutição). foram excluídos adultos que não apresentaram os critérios pré estabelecidos anteriormente e que já realizaram fonoterapia. A pesquisa foi realizada em duas etapas. Na primeira etapa foi enviado um questionário online com perguntas sobre dados antropométricos, características, sintomas orofaciais, hábitos alimentares, reconhecimento das preferências alimentares e classificação das consistências dos alimentos para indivíduos voluntários. Os indivíduos que completaram os critérios de inclusão e responderam ao questionário foram convidados a participar da segunda etapa, onde foi realizada avaliação clínica presencial com fonoaudiólogas calibradas para a aplicação do Protocolo de avaliação miofuncional orofacial-MBGR, referentes a oclusão, mastigação, antropometria e a documentação por meio de filmagem da mastigação. Os voluntários foram divididos em dois grupos: um de pessoas com obesidade e outro grupo controle. Resultados: Os dois grupos classificam alguns alimentos como mais mole e médio do que o grupo controle, mas os hábitos alimentares não foram significativamente diferentes entre os grupos. Em relação a antropometria de face, não houve diferença significativa entre os lados da face. O padrão mastigatório predominante entre os grupos foi o bilateral alternado. Além disso, foi observado entre aqueles com padrão mastigatório bilateral simultâneo no GC, e padrão mastigatório unilateral crônico no GO. Encontrou-se medida de abertura máxima de boca e de lateralidade mandibular menores para o GO. Conclusão: Entre os dois grupos avaliados não houve diferença estatística em relação aos hábitos alimentares e na classificação das consistências. A maior parte dos indivíduos avaliados apresentou tipo mastigatório bilateral alternado. Porém, o GO apresentou mastigação unilateral crônica e medidas de abertura máxima de boca e de lateralidade mandibular menores do que o GC. Pode estar relacionado a preferência por alimentos de mais fácil preparo como pães e biscoito/bolacha.
Em abril de 2024 aconteceu o
Com imensa gratidão e profundo respeito, apresentamos a Drª Ana Maria Furkim o Troféu Cérebro de Ouro.
O
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