Convite para defesa de Dissertação
RESUMO
Introdução: Os achados dos exames eletrofisiológicos em lactentes com Síndrome de Down (SD) são variados, sendo observado desde alterações por comprometimento de orelha média até orelha interna e alterações relacionadas à maturação da via auditiva. Objetivo: sintetizar as evidências sobre os achados eletrofisiológicos no potencial evocado auditivo do tronco encefálico (PEATE) em lactentes com SD.Métodos: Trata-se de um estudo de revisão sistemática, cujo protocolo foi registrado na International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO CRD42023424139) econduzido conforme as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta- Analyses (PRISMA). Foram incluídos estudos observacionais: transversais e coorte que realizaram avaliação do PEATE, em lactentes com SD até dois anos de idade, que tiveram seus resultados comparados com lactentes sem SD, da mesma faixa etária. A busca dos estudos foi feita nas seguintes bases de dados: PubMed, LILACS, Scopus, CINHAL, Web of Science, Scielo, Embase e LIVIVO, e na literatura cinzenta: Google Scholar e Proquest. Não houve restrição de idioma e data de publicação. A qualidade metodológica dos estudos incluídos foi feita por meio do checklistJBI (Joanna Briggs Institute). As fases 1 (leitura de títulos e resumos) e 2 (leitura na íntegra), a extração dos dados, a avaliação da qualidade metodológica e certeza da evidência foram realizadas de forma independente pelos revisores. As discordâncias existentes foram resolvidas em uma reunião de consenso.Resultados: Foram obtidos 494 artigos, que após remoção dos duplicados e análise independente dos revisores, foram selecionados dez trabalhos para a síntese qualitativa e quatro estudos foram selecionados para a metanálise. Houve heterogeneidade entre os efeitos observados nos parâmetros do PEATE (I2=78%) e obtendo uma estimativa global de -0,05 (intervalo de confiança de 95% de -0,13-0,03; p=0,22). A certeza da evidência avaliada pelo GRADE foi considerada muito baixa devido à inconsistência e imprecisão. Conclusão: Os resultados indicam que, embora os lactentes com SD possam apresentar um intervalo interpico I-V encurtado, sugerindo uma condução neural mais rápida, as latências absolutas das ondas I, III e V não diferem significativamente quando comparados aos lactentes sem SD até os dois anos de idade. No entanto, as limitações encontradas, como heterogeneidade metodológica, amostras pequenas e variabilidade na faixa etária dos participantes, gerou incertezas nos resultados. Por isso, a certeza da evidência foi classificada como baixa, conforme a metodologia GRADE.
Descritores: síndrome de Down; audição; potenciais evocados auditivos; revisão sistemática
O Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está com inscrições abertas para o processo de seleção e admissão no mestrado, para ingresso no primeiro semestre de 2025. As inscrições deverão ser realizadas entre 02 de setembro a 02 de outubro de 2024, até às 18 horas (horário de Brasília/DF) por meio do preenchimento do formulário de inscrição: https://capg.sistemas.ufsc.br/inscricao/. Os documentos necessários para efetivação da inscrição estão descritos no item 3.1 e todos devem ser anexados ao sistema no ato do envio do formulário.
Introdução: a INFVo é uma ferramenta desenvolvida para vozes de substituição, principalmente de falantes alaríngeos. Devido às diferenças inerentes aos métodos de reabilitação da comunicação oral de laringectomizados totais, surge a necessidade de avaliar a performance do instrumento em cada tipo de voz alaríngea. Objetivo: avaliar a concordância entre avaliadoras fonoaudiólogas em uma escala de voz de substituição em falantes laringectomizados totais, reabilitados por prótese traqueoesofágica (PTE), laringe eletrônica (LE) e/ou voz esofágica (VE). Metodologia: estudo transversal, observacional, quantitativo, que analisou os parâmetros de qualidade vocal por meio da escala INFVo. Participaram 38 laringectomizados totais reabilitados com PTE, LE e/ou VE. A análise foi realizada por quatro fonoaudiólogas com experiência em voz de laringectomizados totais. Foram coletadas amostras vocais, dados sociodemográficos e de tratamento. A amostra vocal foi composta por emissão sustentada da vogal /a/ e /Ɛ/, repetição de palavras da lista do teste de Fonologia do ABFW, frases do protocolo CAPE-V, diadococinesia, leitura de texto foneticamente balanceado para o português brasileiro e fala semi-espontânea. Resultados: dos participantes analisados, 17 (44,7%) usavam PTE, 13 (34,2%) utilizavam LE, e 8 (21,1%) VE. A amostra vocal com maior concordância entre as juízas foi o CAPE-V parâmetro de inteligibilidade no grupo LE. No grupo PTE, observou-se concordância moderada para a maioria dos itens avaliados. Para o grupo VE, apenas dois parâmetros foram classificados como bons e estatisticamente significativos. Conclusão: a escala INFVo se mostrou adequada para avaliação de voz alaríngea na população brasileira, com maior concordância entre as juízas, principalmente no grupo de LE e maior divergência no grupo de VE. As frases do CAPE-V, fala espontânea e leitura de texto se mostraram os mais apropriados na avaliação e as vogais obtiveram as menores pontuações.
Introdução: A Organização Mundial de Saúde, afirma que a obesidade é um dos mais graves problemas de saúde que temos para enfrentar. Diante disso, pessoas com obesidade apresentam distúrbios nutricionais, o que gera um maior número de problemas musculoesqueléticos. O hábito alimentar é definido como a repetição frequente de um ato ou costume em relação a alimentação. Objetivo: Descrever as preferências e hábitos alimentares e relacioná-los com a antropometria facial e as características clínicas da mastigação de indivíduos que apresentam obesidade. Metodologia: Estudo do tipo caso controle, constituído por voluntários que apresentem obesidade. Os critérios de inclusão, adultos com faixa etária entre 18 e 50 anos com dentição completa, com obesidade, apresentando IMC superior a 30 e sem queixas fonoaudiológicas relacionadas à alimentação (mastigação e deglutição). foram excluídos adultos que não apresentaram os critérios pré estabelecidos anteriormente e que já realizaram fonoterapia. A pesquisa foi realizada em duas etapas. Na primeira etapa foi enviado um questionário online com perguntas sobre dados antropométricos, características, sintomas orofaciais, hábitos alimentares, reconhecimento das preferências alimentares e classificação das consistências dos alimentos para indivíduos voluntários. Os indivíduos que completaram os critérios de inclusão e responderam ao questionário foram convidados a participar da segunda etapa, onde foi realizada avaliação clínica presencial com fonoaudiólogas calibradas para a aplicação do Protocolo de avaliação miofuncional orofacial-MBGR, referentes a oclusão, mastigação, antropometria e a documentação por meio de filmagem da mastigação. Os voluntários foram divididos em dois grupos: um de pessoas com obesidade e outro grupo controle. Resultados: Os dois grupos classificam alguns alimentos como mais mole e médio do que o grupo controle, mas os hábitos alimentares não foram significativamente diferentes entre os grupos. Em relação a antropometria de face, não houve diferença significativa entre os lados da face. O padrão mastigatório predominante entre os grupos foi o bilateral alternado. Além disso, foi observado entre aqueles com padrão mastigatório bilateral simultâneo no GC, e padrão mastigatório unilateral crônico no GO. Encontrou-se medida de abertura máxima de boca e de lateralidade mandibular menores para o GO. Conclusão: Entre os dois grupos avaliados não houve diferença estatística em relação aos hábitos alimentares e na classificação das consistências. A maior parte dos indivíduos avaliados apresentou tipo mastigatório bilateral alternado. Porém, o GO apresentou mastigação unilateral crônica e medidas de abertura máxima de boca e de lateralidade mandibular menores do que o GC. Pode estar relacionado a preferência por alimentos de mais fácil preparo como pães e biscoito/bolacha.
Em abril de 2024 aconteceu o
Com imensa gratidão e profundo respeito, apresentamos a Drª Ana Maria Furkim o Troféu Cérebro de Ouro.
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