Convite para defesa de dissertação
Introdução: a INFVo é uma ferramenta desenvolvida para vozes de substituição, principalmente de falantes alaríngeos. Devido às diferenças inerentes aos métodos de reabilitação da comunicação oral de laringectomizados totais, surge a necessidade de avaliar a performance do instrumento em cada tipo de voz alaríngea. Objetivo: avaliar a concordância entre avaliadoras fonoaudiólogas em uma escala de voz de substituição em falantes laringectomizados totais, reabilitados por prótese traqueoesofágica (PTE), laringe eletrônica (LE) e/ou voz esofágica (VE). Metodologia: estudo transversal, observacional, quantitativo, que analisou os parâmetros de qualidade vocal por meio da escala INFVo. Participaram 38 laringectomizados totais reabilitados com PTE, LE e/ou VE. A análise foi realizada por quatro fonoaudiólogas com experiência em voz de laringectomizados totais. Foram coletadas amostras vocais, dados sociodemográficos e de tratamento. A amostra vocal foi composta por emissão sustentada da vogal /a/ e /Ɛ/, repetição de palavras da lista do teste de Fonologia do ABFW, frases do protocolo CAPE-V, diadococinesia, leitura de texto foneticamente balanceado para o português brasileiro e fala semi-espontânea. Resultados: dos participantes analisados, 17 (44,7%) usavam PTE, 13 (34,2%) utilizavam LE, e 8 (21,1%) VE. A amostra vocal com maior concordância entre as juízas foi o CAPE-V parâmetro de inteligibilidade no grupo LE. No grupo PTE, observou-se concordância moderada para a maioria dos itens avaliados. Para o grupo VE, apenas dois parâmetros foram classificados como bons e estatisticamente significativos. Conclusão: a escala INFVo se mostrou adequada para avaliação de voz alaríngea na população brasileira, com maior concordância entre as juízas, principalmente no grupo de LE e maior divergência no grupo de VE. As frases do CAPE-V, fala espontânea e leitura de texto se mostraram os mais apropriados na avaliação e as vogais obtiveram as menores pontuações.



Introdução: A Organização Mundial de Saúde, afirma que a obesidade é um dos mais graves problemas de saúde que temos para enfrentar. Diante disso, pessoas com obesidade apresentam distúrbios nutricionais, o que gera um maior número de problemas musculoesqueléticos. O hábito alimentar é definido como a repetição frequente de um ato ou costume em relação a alimentação. Objetivo: Descrever as preferências e hábitos alimentares e relacioná-los com a antropometria facial e as características clínicas da mastigação de indivíduos que apresentam obesidade. Metodologia: Estudo do tipo caso controle, constituído por voluntários que apresentem obesidade. Os critérios de inclusão, adultos com faixa etária entre 18 e 50 anos com dentição completa, com obesidade, apresentando IMC superior a 30 e sem queixas fonoaudiológicas relacionadas à alimentação (mastigação e deglutição). foram excluídos adultos que não apresentaram os critérios pré estabelecidos anteriormente e que já realizaram fonoterapia. A pesquisa foi realizada em duas etapas. Na primeira etapa foi enviado um questionário online com perguntas sobre dados antropométricos, características, sintomas orofaciais, hábitos alimentares, reconhecimento das preferências alimentares e classificação das consistências dos alimentos para indivíduos voluntários. Os indivíduos que completaram os critérios de inclusão e responderam ao questionário foram convidados a participar da segunda etapa, onde foi realizada avaliação clínica presencial com fonoaudiólogas calibradas para a aplicação do Protocolo de avaliação miofuncional orofacial-MBGR, referentes a oclusão, mastigação, antropometria e a documentação por meio de filmagem da mastigação. Os voluntários foram divididos em dois grupos: um de pessoas com obesidade e outro grupo controle. Resultados: Os dois grupos classificam alguns alimentos como mais mole e médio do que o grupo controle, mas os hábitos alimentares não foram significativamente diferentes entre os grupos. Em relação a antropometria de face, não houve diferença significativa entre os lados da face. O padrão mastigatório predominante entre os grupos foi o bilateral alternado. Além disso, foi observado entre aqueles com padrão mastigatório bilateral simultâneo no GC, e padrão mastigatório unilateral crônico no GO. Encontrou-se medida de abertura máxima de boca e de lateralidade mandibular menores para o GO. Conclusão: Entre os dois grupos avaliados não houve diferença estatística em relação aos hábitos alimentares e na classificação das consistências. A maior parte dos indivíduos avaliados apresentou tipo mastigatório bilateral alternado. Porém, o GO apresentou mastigação unilateral crônica e medidas de abertura máxima de boca e de lateralidade mandibular menores do que o GC. Pode estar relacionado a preferência por alimentos de mais fácil preparo como pães e biscoito/bolacha.
Em abril de 2024 aconteceu o
Com imensa gratidão e profundo respeito, apresentamos a Drª Ana Maria Furkim o Troféu Cérebro de Ouro.
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Para permitir o fácil acesso, via navegador web, independente de sistemas operacionais dos dispositivos de acesso (computador, celular, tablet), e a manutenção e atualização continuada, o alôfono foi implantado no Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT) da UFSC como uma arquitetura de microserviços. A partir do STT qualquer pessoa pode realizar a triagem auditiva, e, ao final, ser informado se passou ou falhou. Em caso de falha, a pessoa é orientada a buscar uma avaliação médica ou fonoaudiológica para a realização de uma avaliação auditiva formal.






